![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]()
História da Diocese
A Diocese de Valença foi criada em 1925, após 122 anos da construção da tosca capela, no mesmo local onde hoje se encontra a Catedral de Valença- e após o trabalho dedicado dos sacerdotes que sucederam ao Padre Manuel Gomes Leal, pioneiro na formação espiritual e educacional dos índios e gentios que aqui viviam. Um grupo de homens com elevado espírito altruísta, tornou isso possível, entre eles o Padre Antonio Correa Lima, o Comm. José Siqueira Silva da Fonseca, os senhores Nicolau Pentagna e Savério Vito Pentagna e, em especial, o Coronel Cardoso, por haverem doado à Igreja, cem apólices, um prédio para funcionamento de um colégio e um amplo prédio para servir como residência episcopal, com a condição de que a Santa Sé, no prazo de seis meses instalasse a sede do Bispado de Valença. Diante desses fatos, e da disposição da Santa Sé, favorável ao pedido, na data de 27 de março de 1925, SS o Papa Pio XI, através da "Bula Apostólico Officio", criou a Diocese de Valença, desmembrada das então Dioceses de Niterói e Barra do Piraí, designando-lhes 15 paróquias. Neste mesmo ano, no dia 1º de maio, foi indicado Bispo D. André Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, sobrinho do primeiro Cardeal da América Latina, D. Joaquim. Até que o primeiro Bispo fosse empossado, foi nomeado o Mons. Bastos, em 21 de agosto, como Administrador Apostólico, e em 13 de setembro do mesmo ano foi solenemente instalada a Diocese de Valença. Um mês após, no dia 28 de outubro, D. André foi sagrado Bispo e tomou posse no dia 8 de dezembro de 1925, em meio a uma grande festa popular. A diocese de Valença abrange hoje nove Municípios, num total de 25 Paróquias. São eles: Levy Gasparian, Miguel Pereira, Paraíba do Sul, Paty do Alferes, Rio das Flores, Sapucaia, Três Rios, Valença e Vassouras. Nestes nove Municípios, mais de 300 mil pessoas são assistidas pela Igreja, não só na área da celebração e da formação religiosa, como também nas áreas social e educacional, amparando crianças carentes, deficientes físicos, enfermos, idosos e trabalhadores da cidade e do meio rural. A Diocese promove cursos, seminários e retiros para leigos e religiosos. Mantém um bem equipado Hospital na cidade de Três Rios, e colabora com o ensino em várias organizações. Para tanto, além dos padres - o que são em número insuficiente para a extensão territorial da Diocese - cabe ressaltar o importante papel dos leigos, engajados nos vários Movimentos e Pastorais, e em Comunidades Eclesiais de Base, que impulsionam o trabalho dos Padres, e da própria Igreja, na missão de evangelização e ação social nas comunidades. 1º Bispo - D. André Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti - 1925/1936 Homem extremamente piedoso, D. André lançou as bases do ensino secundário e religioso, com o Colégio São José, que fundou em 1927, e abriu os principais cômodos de seu Palácio para o funcionamento de uma Escola Normal. Manteve o ensino em nossa cidade com sacrifícios pessoais, privando-se até de sua alimentação, chegando a vender seu próprio relógio, para custear o ensino em Valença. Ocupou-se dos operários criando a Associação de São José. 2º Bispo - D. Renato de Pontes - 1938/1940 Após dois anos de vacância na Diocese- em que foi Vigário Capitular o Mons. Antonio Salerno- assumiu em três de abril de 1938, D. Renato de Pontes, com 38 anos de idade. Embora moço, e cheio de idéias, veio a falecer logo após. Mons. Salerno assumiu a direção da Diocese. 3º Bispo - D. Rodolfo das Mercês de Oliveira Pena - 1942/1960 Era um grande conciliador, amigo de seu clero e de seu povo. Realizou o 1º Congresso Eucarístico Diocesano. Foi atuante em sua ação religiosa, social e educacional, continuando o trabalho de D. André.Incentivou a criação de Associações Religiosas: Pia União das Filhas de Maria, Liga Católica de Jesus Maria e José, Cruzada Eucarística, Legião de Maria e Conferências Vicentinas. Criou a Paróquia de S. Sebastião do Monte D´Ouro. 4º Bispo - D. José Costa Campos - 1960/1979 Com sua grande amabilidade, generosidade e eficiência, promoveu de imediato a atualização, em toda a Diocese, dos Documentos do Concílio Vaticano II. Preocupou-se com a evangelização, destacando-se na organização da Catequese e da Liturgia. Dinamizou Movimentos da Igreja, implantando o Cursilho de Cristandade, o Movimento Familiar Cristão, Equipes de Nossa Senhora, os Movimentos de Jovens, os Grupos de reflexão bíblica e as Comunidades de Base. No campo social apoiou a criação da Pastoral da Terra e do Sindicato de Trabalhadores rurais, lutou contra o fechamento da Estrada de Ferro Central do Brasil e foi co-fundador das faculdades de Valença, da Fundação Educacional Dom André Arcoverde. Criou a Paróquia de N. S. Aparecida. 5º Bispo - D. Amaury Castanho - 1980/1989 No período compreendido entre maio/79 e janeiro/80, em que ocorreu a vacância no Bispado, assumiu a Direção da Diocese, o Padre Pedro Higino, até a chegada de D. Amaury Castanho, homem detentor de uma fé amadurecida, de personalidade marcante e de cultura invulgar. Implantou os movimentos eclesiais da Renovação Carismática Católica, Focolares, Encontro de casais com Cristo e de Emaús (para jovens). Apoiou a criação das pastorais Operária, do Negro, das Barragens, da Educação, vocacional, das comunicações e familiar. Criou os Conselhos Diocesano e Paroquiais de Pastoral e de Economia. Reformou a Chácara M. Clara Pentagna e iniciou a construção do Centro de Formação João Paulo II e do Edifício N. S. da Glória. Reformou o Colégio Valenciano S. José e criou o Centro Universitário. Criou uma Casa de formação para os seminaristas diocesanos. Criou a Paróquia de Levi Gaspariam. Apoiou a ocupação da Fazenda da Conquista. 6º Bispo - D. Elias James Manning - a partir de 1990. Com a saída de D. Amaury em junho/89, até a posse do novo Bispo, em maio de 90, assumiu a Administração Diocesana o Mons. Argemiro B. Neves. D. Elias, atual Bispo de nossa Diocese, foi sagrado Bispo na mesma data de sua posse, em 13 de maio de 1990, na cidade de Valença.Preocupou-se desde logo com a participação dos leigos nas atividades religiosas, valorizando as pequenas comunidades. Implantou a Pastoral de Conjunto, integrando as seis linhas básicas preconizadas pela CNBB, através da criação da Coordenação Diocesana de Pastoral. Recriou as pastorais vocacional, familiar, das comunicações e da educação. Criou as pastorais da criança, da saúde, dos enfermos, da sobriedade e carcerária. Entre outras obras, concluiu o prédio iniciado por seu antecessor, na Chácara Pentagna, ampliando-lhe as instalações. D. Elias vem realizando um excelente trabalho administrativo e pastoral em nossa Diocese. Criou a Paróquia de Sta Rosa de Lima. É atualmente membro da comissão tríplice de Catequese da CNBB nacional. Apoiou a ocupação da Fazenda do Vargas. Desde 1996 convoca a todos a um Sínodo Diocesano permanente para a reconstituição pastoral de nossa Igreja Particular. |